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Cinema Erótico

24 de fevereiro de 2010

Semana especial no #Crew é lógico que não iria faltar a velha e boa coluna de clássicos de toda quarta-feira! Porém hoje com um toque (?) bastante especial. Então prepare seu traseiro aí e clique no Leia Mais ali pra saber qual é o assunto de hoje.

O conteúdo deste post é recomendado para maiores de 18 anos. Mas se você for bem esclarecido, nada lhe impede, portanto…

Continuando o prazeroso tema dessa semana do blog, vou falar um pouco sobre e mostrar para vocês, alguns dos filmes mais quentes do cinema. Não são filmes pornográficos, são eróticos. Por incrível que lhe pareça, existe uma diferença grande sobre esses dois termos. Uma cena pornográfica é feita para causar unicamente prazer e satisfação sexual ao espectador. Uma cena erótica preza mais pela sugestão, pela trama, pelos personagens e nosso envolvimento com eles ao longo do filme.

Assim como todos os gêneros, o erótico se divide em várias vertentes. Temos o suspense erótico, terror erótico, ficção científica erótica, drama erótico e por aí vai… Todos oferecem infinitas possibilidades dramáticas, e se feitas com bom gosto, rendem ótimas histórias, tornando-se clássicos com o tempo.

Vejam alguns exemplos:

Suspense erótico – Costuma ser acompanhado por uma história policial, onde o protagonista pode ser um homem sexualmente inseguro, ou insaciável. As mulheres tendem a ser lindíssimas e sempre dispostas a usar o corpo para esconder ou obter informações.  Exemplos de filmes: Instinto Selvagem (com a lendária cena da atriz Sharon Stone cruzando as pernas sem calcinha), Corpo em Evidência (com Madonna fazendo cenas até mesmo de nu frontal), Atração Fatal, De Olhos bem Fechados (com cenas bem quentes entre Tom Cruise e Nicole Kidman).

Atração Fatal, de 1987

De Olhos bem Fechados, do mestre Stanley Kubrick

Terror erótico – É um gênero pouco explorado, mas quando bem usado, rende histórias inesquecíveis e marcantes. Geralmente os filmes desse tipo envolvem Vampiros, que são seres sedutores por excelência. A ameaça principal do filme sempre é exposta por meio do sexo, como é o caso em A Marca da Pantera, onde a protagonista vivida por Natassja Kinski (que passa quase 70% do filme completamente nua) só se transformará em uma pantera negra se fizer sexo com o seu namorado. Outro exemplo é o já citado nesta coluna, Fome de Viver, com cenas intensas (porém com pouca nudez) de David Bowie e Susan Sarandon. Destacam-se também Drácula de Bram Stoker, o primeiro Hellraiser (onde a luxúria de uma mulher é a causa da ressurreição de demônios poderosos) e Entrevista com o Vampiro, que apesar de conter pouca ou nenhuma nudez, tem um forte conteúdo erótico, onde os personagens soltam sensualidade pelos poros.

A Marca da Pantera, 1982

Entrevista com o Vampiro, baseado em obra de Anne Rice

Ficção científica erótica – Esse tipo de filme apresenta mais um subtexto erótico do que o conteúdo explícito em si. Entre os filmes que apresentam caracterísiticas eróticas com sci-fi pode se destacar Código 46, sendo que este tal código refere-se à proibição de reprodução geneticamente incestuosa, devido ao alto número de clones. No geral o tema é mais explorado em livros.

Cartaz de O Último Tango em Paris

Drama erótico – Destacam-se filmes como O Último Tango em Paris, (com Marlon Brando, Maria Schneider e dirigido por Bernardo Bertolucci. Maria Schneider fica nua quase o filme inteiro e os personagens nunca trocam nomes, apenas buscam o prazer um no outro de qualquer forma possível), 9 e ½ Semanas de Amor (onde Mickey Rourke e Kim Basinger passam o filme explorando os limites de cada um, até a personagem de Basinger começar a ser abusada pelo parceiro, levando-a a um desespero emocional) e mais recentemente, Infidelidade (sobre uma esposa infiel). O premiado filme Babel também tem sua dose de erotismo, onde a personagem de Rinko Kikuchi interpreta uma surda-muda que quer experimentar o sexo pela primeira vez, e passa o tempo seduzindo homens mais velhos. A atriz também fica completamente nua em boa parte de seu tempo no filme, inclusive com cenas de nu frontal.

Clássico do Negativo – Instinto Selvagem

Destacando aqui nesta parte da coluna, o filme que eu acredito ser a mistura definitva entre erotismo forte, bons personagens e um roteiro envolvente e afiado. A trama envolve o policial Nick Curran (Michael Douglas), que investiga o brutal assassinato de um rockstar. A bela, sedutora e rica escritora policial Catherine Tramell pode estar envolvida no crime. Durante a investigação, Curran se envolve em um tórrido caso com a misteriosa Tramell, que prova ser uma mulher bastante perigosa. Na época de seu lançamento, o filme gerou intensa polêmica devido ao seu conteúdo sexual e violento. Gerou protestos também de grupos de gays e lésbicas devido ao retrato negativo que é feito deles em Instinto Selvagem (a única lésbica do filme é uma serial killer psicopata). Nem é necessário lembrar também da já lendária cena onde Sharon Stone cruza as pernas durante um interrogatório, onde revela estar sem calcinha. O diretor não avisou Stone que a câmera estava pegando as pernas da atriz, e por isso tomou um tapaço na cara no dia da filmagem! Mas no fim tudo se resolveu e o filme foi um sucesso de bilheteria e de crítica. Sua combinação de suspense policial angustiante, e cenas de sexo pra nenhum pervertido botar defeito, Instinto Selvagem merece sim figurar entre os grandes clássicos do cinema.

Clique aqui e veja a famosa cena do interrogatório. É longa, mas preste atenção aos detalhes. Para maiores de 18 anos, OK?

Basic Instinct. 1992. Dirigido por Paul Verhoeven. Com Michael Douglas, Sharon Stone, Jeanne Triplehorn, Leilani Sarelle e George Dzundza. Roteiro de Joe Eszterhas.

Tirando poeira da caixa acústica – Scorpions – Love at First Sting

Capa provocante de Love At First Sting

Quase todos os álbuns dos Scorpions, desde o primeiro até 1993 têm insinuações sexuais em seus títulos. O que dizer de Virgin Killer (Matador de Virgens), Animal Magnetism (Magnetismo Animal), ou Pure Instinct (Instinto Puro), e Savage Amusement (Diversão Selvagem)? Bem evocativos não? Agora um álbum que levou o título mais “estamos falando de sexo bem na sua cara” foi este “Amor à Primeira Picada”, lançado em 1984. As músicas falam bastante do lado físico dos relacionamentos amorosos, sobre como os garotos gostam de sair á noite e caçar garotas fáceis e ficar com elas por apenas uma noite. O álbum é sem dúvida um dos melhores, se não for o melhor do Scorpions, nos dando clássicos imortais como Rock You Like a Hurricane, Big City Nights e Bad Boys Running Wild, até hoje tocadas nos shows da banda. Temos a ótima e pesada I’m Leaving You, e a épica Coming Home, com sua lenta introdução, e logo depois, uma explosão de fúria e muito Hard Rock. Mas este álbum tem a mãe de todas as power-baladas do Rock, nada mais nada menos que o hino das pessoas na fossa: Still Loving You! A música já foi até tema de novela da Rede Globo, e é ótima de se ouvir quando a sua namorada acabou de te dar o fora. Tirando isso, Still Loving You é uma música marcante e poderosa, merecendo o sucesso que conquistou. Sem dúvida um álbum essencial para todos os lovers e headbangers do mundo. Os músicos são Klaus Meine (voz), Matthias Jabs (guitarra solo), Rudolf Schenker (guitarra base), Francis Buchholz (baixo) e Herman Rarebell (bateria)

Vídeos

Rock You Like a Hurricane

Big City Nights

Bad Boys Running Wild

Still Loving You

Tracklist: Bad Boys Running Wild/Rock You Like a Hurricane/I’m Leaving You/Coming Home/The Same Thrill/Big City Nights/As Soon as the Good Times Roll/Crossfire/Still Loving You

Cartaz mais interessante que o filme inteiro...

Às Vezes Eles Voltam… – Calígula

Um filme de época, falando sobre a vida do imperador romano Calígula, planejado na época como um veículo de divulgação para a revista masculina Penthouse. Tem como essa combinação dar certo? Nem responda. Apesar dos cenários belos, o filme é feio de se assistir. É erótico no sentido mais pejorativo da palavra. Acho que nem os produtores das Brasileirinhas rodam pornôs de tanto mau gosto quanto este Calígula. O filme tenta (eu disse tenta) recriar o clima político da Roma Antiga, mas só consegue mostrar personagens caricatos, que pouco passam o clima de perversão, sadismo e fornicação que rolava naquele tempo. Disfarçaram o filme de super-produção contratando atores de peso (Malcolm McDowell, Helen Mirren, Peter O’Toole), construindo sets imensos e divulgando o filme como um novo Ben-Hur. Mas é um filme incômodo de se assistir. Se for se submeter a assistir esse filme cagado, assista sozinho para não ouvir xingamentos de todos os seus amigos. E irá ouvir, acredite. A produção foi marcada por brigas entre o diretor, produtores, roteiristas. (o filme foi reescrito mais de 15 vezes!) Veja algumas cenas do filme (não explícitas, pois a maioria é removida por direitos autorais).

Mencionei que foi o único filme que o famoso crítico Roger Ebert saiu do cinema faltando duas horas pro fim do filme?

Calígula. 1979. Dirigido por Tinto Brass (e depois por Bob Guccione). Com Malcolm McDowell, Helen Mirren, Teresa Ann Savoy, Peter O’Toole, sir John Gielgud. Roteiro cometido e costurado por vários pervertidos, com crédito dado apenas a Gore Vidal.

GuValente suou muito pra fazer este post. Mas pode ter certeza que foi bom pra mim. E pra você? Foi bom?

2 Comentários leave one →
  1. 24 de fevereiro de 2010 23:53

    Para começar, não imaginava que Calígula fosse tão… tão… cara, nem tenho palavras… XD
    E, bem, quanto a Instinto Selvagem… só acho estranho o fato da atriz fazer a cena sem calcinha, sem saber que a cena exigia isso… sei lá, ela costumava fazer cenas sem calcinha? Essas histórias são estranhas… XD
    Quanto ao restante, ótimas referências! Ótimos filmes citados, diferentes dos, com certeza, esperados, como Emanuelle, As Garotas de Peter North, Kid Bengala XD

  2. 25 de fevereiro de 2010 16:07

    Bela tacada man.
    Gostei da seleção de filme, conheço quase todos.
    Calígula é muito trash.

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