Aí sim fomos surpreendidos!
Olá damas e caballeros!
Depois de uma semana de férias forçadas, a coluna de clássicos volta com tudo! E com um tema que veio á minha cabeça meio que…agora! Hahahahaha
Anyway, vamos ao que interessa. Recém-saído do cinema depois de ver a nova obra prima de Martin Scorsese, “A Ilha do Medo“, percebi como os cineastas e a platéia não se cansam da velha e boa reviravolta final. Aquele fato que nos pega completamente de surpresa num filme. Às vezes a platéia não gosta, mas quando o final é marcante, ele ficará pra sempre marcado na história do cinema. Vamos a alguns dos filmes com os finais surpreendentes mais famosos do cinema.
AVISO: texto recheado de spoilers dos filmes, afinal, vou cometer o ato mais temido da fila do cinema: contar o final do filme. Penso que você leitor já tenha visto todos, afinal são filmes extremamente famosos e conhecidos. Mas fique por sua conta e risco. Agora… venha comigo se quiser viver!
Finais supreendentes existem nos mais variados gêneros de filmes, suspense, terror, ação, infantil, policial, etc. Na lista abaixo, selecionei cinco finais surpreendentes que marcaram a história do Cinema até hoje. SPOILERS abaixo.
Coração Satânico, 1987, de Alan Parker
O suspense estrelado por Robert de Niro e Mickey Rourke é uma aula de se fazer um filme com atmosfera angustiante do começo ao fim. O misterioso Louis Cypher (de Niro) procura o detetive Harry Angel (Rourke) para investigar o desaparecimento do cantor Johnny Favourite, que tem uma dívida com Cypher. A investigação leva o detetive até New Orleans, onde se envolve com uma bela morena, e descobre um mundo sombrio, com rituais de vodu, sacrifícios e misteriosos e sangrentos assassinatos.
O final: Harry Angel é na verdade Johnny Favourite. Favourite fez um acordo com Cypher, que na verdade é o Diabo (seu nome Louis Cypher é foneticamente similar a Lúcifer). Para fugir do acordo, Favourite raptou o verdadeiro Angel, matou-o em um ritual e assumiu a sua forma física. Angel/Favourite é também quem vem cometendo os assassinatos sangrentos, sua memória reprimindo as lembranças do que acontece. O final, angustiante, mostra Angel/Favourite pegando um elevador escuro, possivelmente para o inferno.
O Sexto Sentido, 1999, de M. Night Shyamalan
É impossível ninguém conhecer a trama desse filme, ou o final dele. Mesmo quem nunca viu o filme sabe o final dele. Depois de descoberto o final, o intrigante é perceber quantas dicas o filme nos dá durante quase toda a sua duração. Movimentos de cãmera sutis, roteiro muito bem feito e elementos de cena mostram o que a gente deveria ter percebido, mas nem em um milhão de anos iríamos adivinhar.
O final: O psiquiatra Malcolm, vivido por Bruce Willis, também é um dos mortos do jovem Cole (Haley Joel Osment). Ele foi assassinado por um paciente que considera o psiquiatra culpado por sua crescente loucura. Malcolm não aceita a princípio, mas depois fica em paz com o fato e se liberta de sua vida na Terra, e de sua esposa. As dicas do final são:
- Quando Cole diz a famosa frase “eu vejo gente morta”, a câmera dá um leve zoom no rosto de Willis, dando a entender que Cole se referia a ele.
- Malcolm usa o mesmo conjunto de roupas da noite em que morreu, variando apenas no sobretudo e nas mangas arregaçadas.
- Malcolm é casado. Reparem que a mão esquerda dele nunca é mostrada no filme, com exceção do final, onde vemos que seu anel está com a sua esposa viva ,e não com ele. Toques geniais de roteiro que fazem toda a diferença aqui.
Psicose, 1960, de Alfred Hitchcock
Outro final extremamente conhecido do grande público, mas que até hoje engana quem está vendo o filme pela primeira vez. A trama exala suspense em cada minutos A cena do chuveiro e a revelação final já entraram para a História do Cinema.
O final: Norman Bates, o gerente do Motel Bates é o assassino principal. Apesar de vermos uma senhora de vestido e cabelo grisalho cometer os crimes, na verdade é Norman travestido. Ao final do filme é explicado que Norman absorveu a personalidade de sua mãe depois de matá-la ao perceber que ela iria trocá-lo por um novo namorado. Para bloquear o crime de sua mente, Norman desenvolveu dupla personalidade, no caso, da sua mãe falecida. A cena em que a personagem de Vera Miles descobre o cadáver embalsamado da velha é antológica.
Planeta dos Macacos, 1968, de Franklin J. Schaffner
Apesar de ter gerado quatro continuações, um seriado live-action e animação, e um remake nas mãos de Tim Burton, é este original que permanece na memória dos cinéfilos até hoje. Sua maquiagem considerada inovadora na época impressiona até hoje, levando-se em conta que o filme é de 1968. A trama mostra o astronauta George Taylor (Charlton Heston) perdido num planeta estranhos onde macacos falam e andam sob duas pernas, e os humanos são animais que não falam e são tratados como tal pelos macacos. Quando os primatas descobrem que Taylor sabe falar, começa uma trama cheia de intrigas e mistério, onde os macacos veem todo o seu modo de vida ameaçado por este humano que fala.
O final: na verdade o filme tem duas reviravoltas. A primeira é a descoberta que naquele planeta, os homens eram inteligentes e dominvam os macacos. A prova: uma boneca humana que pronuncia “mama” quando apertada, provando que os humanos possuíam o dom da fala. Porém os macacos são obrigados a ficar de boca fechada, e a verdade continuará oculta.
A segunda reviravolta é mais famosa. Taylor anda de cavalo junto com sua companheira pelas praias do planeta até avistar um grande monumento enterrado na areia. Ao perceber que o monumento é nada menos do que a Estátua da Liberdade, Taylor cai de joelhos, desesperado pelo que acabou de descobrir: o planeta dos macacos é na verdade a Terra do futuro! Como que isso aconteceu fica explicado nos outros filmes, mas o tom pessimista do final deste filme, onde Taylor constatou que os humanos finalmente destruíram o planeta é algo que ficou na memória das platéias, e até hoje faz pensar se chegaremos a este ponto um dia.
Os Outros, 2001, de Alejandro Amenábar
Outro final extremamente conhecido, mas que na época pegou todo mundo de surpresa e até hoje atinge o espectador que está vendo o filme pela primeira vez. A trama se passa nos anos 40 e mostra Grace (Nicole Kidman), mãe de um casal de filhos cujo marido foi lutar na Segunda Guerra Mundial. Ela se muda com eles para uma casa muito antiga e cheia de mistérios. Grace ordena que todas sa janelas sejam fechadas durante o dia, devido á fotossensibilidade das crianças. Porém a casa parece ser assombrada pelo espírito de uma família entre eles o de uma senhora com olhos sem vida, causando muito medo e pavor em Grace e suas crianças
O final: Grace e as crianças SÃO os espíritos. Os seres que achávamos ser os fantasmas, são na verdade os habitantes vivos da casa. Com medo das manifestações deles a família contratou uma médium, que é a senhora com os olhos brancos. A cena em que descobrimos a verdade sobre Grace, durante uma sessão espírita, é uma sacada de roteiro simplesmente ge-ni-al. No contemplativo final do filme, Grace e seus filhos se resignam ao seu papel de espíritos e decidem ficar naquela casa para sempre.
Chega de spoilers agora!! Hahahaha. Bom, esses são alguns dos finais mais marcantes do cinema. Existem muitos outros filmes com finais igualmente memoráveis como Clube da Luta, Os Suspeitos, O Grande Truque, Jogos Mortais, Traídos pelo Desejo, e por que não, O Império Contra-Ataca. Afinal você jamais imaginaria que o vilão da história era o pai do protagonista certo?
Clássico do Negativo – Inimigo Meu
O filme tem naves, alienígenas, batalhas espaciais, astronautas, cenários desoladores e no centro da trama, uma guerra entre humanos e alienígenas. E é um dos filmes mais emocionantes que eu já vi. Sério, nunca um filme me deixou com olhos tão marejados quanto este, por incrível que pareça. A ficção científica é conhecida por ser as vezes um gênero frio, pouco emocional. Claro que existem N filmes pra provar o contrário, mas Inimigo Meu é sem dúvida o filme definitivo pra provar que a ficção científica tem coração também.
A trama acompanha o piloto de guerra interplanetário Willis Davidge, vivido por Dennis Quaid. Ele participa da guerra que os humanos empreendem com os Dracs, aliens de aspecto reptiliano. Quando Davidge engaja um combate com o drac Jeriba Shiban, os dois danificam as suas naves e vão parar no planeta Fyrine V. A princípio os dois brigam ferozmente para tentar matar um ao outro. Mas aos poucos percebem que precisam um do outro para sobreviver, e ao tempo, uma amizade entre os dois vai se formando. Jeriba, apelidado de Jerry por Davidge, ensina a este todos os costumes dos dracs, fazendo Davidge percebero o quão inútil é a guerra que travam. O que emociona no filme é justamente o desenvolvimento da amizade entre os dois, ensinando ao espectador uma valiosa lição sobre a estupidez da guerra e como o preconceito pode arruinar vidas.
O filme cativa pelas passagens que Jerry ensina a Davidge os costumes de seu mundo, mostrando a total relação de confiança entre os dois. Não quero estragar muito sobre o filme (já fiz isso lá em cima com outros filmes), mas digo se você não se encantar ou chorar com a segunda metade deste filme, amigo, você tem um coração de pedra! O filme não é difícil de achar em locadoras e lojas online, e pro pessoal do #Crew que ficar interessado em ver esta obra-prima, só colar aqui em casa!
Enemy Mine, 1985, direção de Wolfgang Petersen. Com Dennis Quais, Louis Gossett Jr., Brion James. Roteiro de Edward Khmara
Tirando poeira da caixa acústica – Phenomena II – Dream Runner
Se você nunca ouviu falar no nome desta banda, talvez tenha ouvido a música “Did it All For Love”. A música é conhecida por figurar nos comerciais dos cigarros Hollywood, e também por tocar em elevadores do mundo inteiro, bem como tocar inúmeras vezes nos supermercados Russi aqui de Jundiaí! Hahahahaha. Veja o comercial e o clipe da música Did It All for Love abaixo:
Clipe Did It All for Love
Comercial do cigarro Hollywood com a música acima:
O Phenomena é na verdade um superprojeto de rock criado pelo falecido guitarrista Mel Galley (Whitesnake), seu irmão Tom Galley e o produtor musical Wilfried Rimensberger. A idéia reuniu vários músicos renomados do rock como o vocalista Glenn Hughes, o baterista (falecido em 1998) Cozy Powell , além do próprio Mel Galley. O primeiro álbum, chamado apenas Phenomena, apesar de ter músicas maravilhosas, eram pouco acessíveis, e não fizeram muito sucesso junto ao público. Porém 3 anos depois com este Dream Runner, o Phenomena mostrou seu poder total. Um hard rock sem firulas, apenas mostrando muita melodia e letras cuja temática é o amor e como um dia ou outro, nós iremos nos render a ele. Destacam-se as faixas Move You Lose, Surrender e Stop. Não gosto de estimular a pirataria, mas como o álbum é praticamente impossível de se achar aqui em Jundiaí, e até mesmo em São Paulo eu procurei e não achei, eis aí uma colher de chá para vocês!
Clique aqui para baixar o álbum na íntegra!
Os músicos são: Ray Gillan, Glenn Hughes, John Wetton, Max Bacon (vocais), Mel Galley,Kyoji Yamomoto, Scott Gorham, John Thomas (guitarras), Neil Murray, John Wetton (baixo), Michael Sturgis, Toshihiro Miimi (bateria), Leif Johansen, Richard Bailey (teclados)
Tracklist: Stop/Surrender/Did it All For Love/Hearts on Fire/Jukebox/Double 6, 55, 44/No Retreat, No Surrender/Move You Lose/Emotion Mama/It Must be Love
Ás Vezes Eles Voltam… Superman III
Quando eu ganhei a lata da coleção de DVDs do Superman no já distante ano de 2006, jamais imaginei o que viria nele. Quando eu vi o comediante Richard Pryor na capa do DVD, abaixo da lenda Christopher Reeve, eu vi que tinha uma coisa errada com o filme. 120 minutos depois eu pude ver o que tinha de errado com o filme. Simplesmente ele inteiro!!!! Essa coisa cagada chamada Superman III é uma ofensa do começo ao fim! Péssimo humor, efeitos especiais ruins até mesmo para os padrões da época, e atuações sofríveis! Richard Pryor era um comediante ótimo, mas aqui ele estava totalmente deslocado! Sem contar que Christopher Reeve aqui estava totalmente preguiçoso no seu papel definitivo de Superman. Sente o drama no trailer abaixo.
Mencionei que essa bosta serviu ao menos pra revelar a bela atriz Annette O’Toole, que nos anos 2000 interpretou a mãe de Clark Kent em Smallville?
Superman III, 1983, dirigido por Richard Lester, com Christopher Reeve, Richard Pryor, Annette O’Toole e Robert Vaughn. Roteiro de David e Leslie Newman.
GuValente acabou de fazer seu post mais longo. Mas adorou e faria tudo de novo! E ao contrário do Dii Zanelatti, ainda não acha que encontrou sua princesa. =D







Meu preferido, de longe, é Clube da Luta. Minha cabeça explodiu no plot twist. Eu, aliás, adoro finais surpreendendes, desde plot twist à la Sexto Sentido, Clube da Luta e O Ilusionista; até finais “imprevisíveis”, como Os Infiltrados e (lol) Amor sem Escalas.
Ótimo post, gostei bastante!
Mesmo que eu fique irritada, adoro surpresas plausíveis nos finais dos filmes!
Clube da Luta me deixou sem dormir depois de vê-lo pela primeira vez! Os Outros tb me deixou boquiaberta!