Era uma vez…
…um garotinho magrelo, com cabelos pretos, lisos e pele branquinha. Sonhador, o pequeno passava a maior parte de suas tardes com os olhinhos a centímetros da TV ou com o nariz enfiado em livros e gibis (aqui, imagine que um “longo” espaço de tempo se passou). No dia em que completou 5 anos, ganhou de sua madrinha uma caixa que continha uma maçã e um objeto embrulhado. “Fique tranqüilo, a maçã não está envenenada”, disse a madrinha para um menino que nada entendeu.
Algumas horas se passaram, finalmente ele sentiu curiosidade e rasgou o papel de seu presente; “Branca de Neve e os Sete Anões, que porra é essa?”. Foi até o vídeo-cassete e assistiu atentamente… depois assistiu de novo, e de novo, e de novo. A princesa havia encantado o menino, que trocou (temporariamente) os livros e programas de TV pela história da jovem que mordia uma maçã envenenada.
Foi assim que eu conheci as histórias de princesas.
E consequentemente me apaixonei por contos de fadas, Disney e todas essas coisas que você, bicho encéfalo, boi bandido e mal amado deve ver como “coisas de menina”. NÃO!
Animações com traços delicados, romances e bibibi, não são exclusividade para o público feminino, bem pelo contrário. Do meu ponto de vista, histórias com princesas, príncipes, bruxas, dragões e o bozo, existem para nos mostrar que as coisas podem (e devem) ter um final feliz, que dificuldades podem ser vencidas e que o tal do amor realmente existe.
O que? Nunca viu nenhuma dessas histórias? Seu sem escrúpulos, envergonhe-se e alugue, baixe, compre ou empreste algumas delas JÁ! Eu mostro como começar
Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
Uma rainha má e bela (que também é bruxa) resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada, Branca de Neve, a mais linda de todas. Mas o carrasco que deveria assassiná-la a deixa partir e, durante sua fuga pela floresta, encontra a cabana dos sete anões, que trabalham em uma mina e passam a protegê-la. Algum tempo depois, quando descobre que Branca de Neve continua viva, a Bruxa Má disfarça-se e vai atrás da moça com uma maçã envenenada, que faz com que Branca de Neve caia em um sono profundo por toda a eternidade.
Essa, que geralmente é uma das primeiras histórias que a maioria de nós ouvimos quando aprendemos a assimilar as coisas, foi também o primeiro longa-metragem em animação da história. A adaptação do conto dos irmãos Grimm, também foi um marco em vários outros quesitos, como o primeiro a empregar som gravado na película, o primeiro a ser gravado em Technicolor e por aí vai. O longa encantou tanto quando foi lançado, que foi premiado pela Academia com um Oscar especial pelo que representou na época.
Com um orçamento de 1,5 milhão de dólares e uma equipe de 570 ilustradores, a produção arrecadou 8 milhões de dólares.
Cinderela (1950)
Cinderela é uma bela e sonhadora jovem que é obrigada a ser empregada da casa de sua madrasta logo que seu pai vem a falecer. Quando descobre que o príncipe pretende dar um baile para eleger sua noiva, Cinderela contará com a ajuda de seus amigos animais e de sua fada madrinha para comparecer ao baile sem que sua madrasta e suas meias irmãs descubram.
Uma produção arriscada devido a dois fatores: o alto orçamento para a época e o pós guerra, período em que a terra do Tio Sam ainda se recuperava. À partir de Cinderela, teve início uma das franquias mais lucrativas da Disney: As Princesas ♥
A Bela Adormecida (1959)
Logo ao nascer, a princesa Aurora recebeu uma maldição da bruxa Malévola dizendo que quando a menina completasse 16 anos espetaria o dedo no fuso de uma roca e morreria. Entretanto, uma fada madrinha consegue amenizar a maldade e, ao invés de morrer, Aurora adormeceria até despertar com um beijo de amor.
O longa foi uma adaptação que os estúdios Disney faziam de um conto de fadas, dessa vez o escrito pelo francês Charles Perrault (1628-1703). Foi também uma das produções mais demoradas do estúdio, levando NOOOVE ANOS para ser produzido! O longo período foi todo dedicado ao desenvolvimento de novas técnicas, para deixar os movimentos dos personagens mais reais e para a pintura dos cenários, que levavam até dez dias para ficarem prontos. Cada!
A Pequena Sereia (1989)
Ariel é a filha caçula do Rei Tritão, comandante dos sete mares, que está insatisfeita com sua vida. Ela deseja caminhar entre os humanos para conhecê-los melhor, mas sempre é proibida por seu pai, que considera os humanos como sendo “bárbaros comedores de peixe”. Até que ela se apaixona por um jovem príncipe e, no intuito de conhecê-lo, resolve firmar um pacto com Úrsula, a bruxa do reino, que faz com que ela ganhe pernas e se torne uma verdadeira humana. Porém, Úrsula também tem seus planos e eles incluem a conquista do reino de Tritão.
Após um hiato de 30 anos, a Walt Disney volta a trabalhar com princesas, tendo como a escolhida da vez, a Princesa Ariel, protagonista do conto do dinamarquês Hans Christian Andersen. O estúdio teve a idéia de andar Ariel para as telonas em 1937, logo após o lançamento de Branca de Neve, mas a idéia foi engavetada e retomada apenas 52 anos depois.
Valeu a pena
A Bela e a Fera (1991)
Em uma pequena aldeia da França vive Bela, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelo moradores da localidade, e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem bonito, Bela não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida. Quando o pai de Bela vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Bela sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os “moradores” do castelo, que lá vivem e também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera amar alguém e esta pessoa retribuir o seu amor, sendo que isto tem de ser rápido, pois quando a última pétala de uma rosa encantada cair o feitiço não poderá ser mais desfeito.
A Bela e a Fera, foi o primeiro filme da Disney a ser indicado à um Oscar na categoria de melhor filme (pena que não levou) e juntamente com essa conquista, veio também a quebra do recorde de bilheteria. O longa rompeu a barreira dos 100 milhões de dólares só nos Estados Unidos.
A Princesa e o Sapo (2010)
Comédia animada da Disney ambientada na cidade de Nova Orleans. A história gira em torno da bela garota chamada Tiana e de um sapo-príncipe que quer desesperadamente voltar a ser humano. Um beijo inevitável leva a dupla a uma aventura pelos místicos pântanos da Louisiana.
A típica história do sapo que vira um príncipe quando ganha um beijo de amor, é escrotizada com estilo na mais nova obra prima da Disney.
Tiana, a nova integrante da franquia d’As Princesas, é a primeira negra a integrar o grupo. Todo o filme soa como uma espécie homenagem do estúdio à cultura afro-americana, desde a ambientação, trilha sonora, entre outros elementos.
PRINCESA POR TABELA
Após o sultão ordenar que sua filha, a princesa Jasmine, ache um marido rapidamente, ela foge do palácio. Jasmine encontra um tipo meio malandro, Aladdin, que conquista seu coração. Porém ambos são achados pelos guardas de Jafar, o vizir do sultão. Jafar criou um feitiço para dominar o sultão, se casar com Jasmine e se tornar ele mesmo o sultão. Além disto finge que cometeu um engano e mandou decapitar Aladdin, que na verdade está vivo, pois Jafar precisa dele para conseguir uma lâmpada mágica, que é a morada de um poderoso gênio. Mas o plano de Jafar falha, pois Aladdin fica com a lâmpada graças a intervenção de um pequeno macaco, Abu, seu fiel mascote. Quando descobre que há na lâmpada um gênio poderoso, que pode se transformar em qualquer pessoa ou coisa e que lhe concederá três desejos, Aladdin planeja usá-los para conquistar Jasmine, sem imaginar que Jafar é um diabólico inimigo, que precisa ser detido.
Ok, ela não deixa de ser uma princesa, mas ao contrário de todas as outras, aqui o protagonista é o “príncipe”. A história de Aladdin foi adaptada de um conto do livro “As Mil e Uma Noites”, que particularmente não me chama nem um pouco a atenção.
Quando Aladdin chegou aos cinemas, de cara já quebrou todos os recordes de bilheteria da própria Disney (pra variar), mas tanto sucesso também trouxe suas conseqüências, como os protestos do Comitê Árabe Americano Antidiscriminação, que não gostou do aspecto caucasiano dos personagens e da trilha sonora e o filme também obrigou a Disney a se desculpar publicamente com Robin Willians, dubalador do Gênio, por desrespeitar parte do contrato.
Enfim, acho a Jasmine sem sal nem açúcar #falei :~
E agora, vai se render ao encanto, ou não?
Dii Zanelatti espera ter finalmente encontrado sua princesa. *-*
P.S. E quem teve curiosidade em conhecer o garotinho do primeiro parágrafo, clique aqui.







Sem sal pra mim é a Aurora!! xDDD talvez seja a minha queda por garotas diferentes, como a Jasmim (COMOVCOUSACHAMARAJASMIMDESEMSALESEMAÇÚCAR???????).
Enfim, post incrível cara! É engraçado como a minha infãncia também foi marcada por elas. Vivi cercado de super heróis a vida toda, quadrinhos, filmes, gibis. Mas eu amo e sempre amarei as princesas da Disney. Lembro de uma semana em que eu assistia Cinderela e Branca de Neve quase todos os dias naquelas fitas velhas Clássicos Disney. Sem contar que sabia… na verdade, SEI, todas as falas da Bela e a Fera de cor.
Embora não sejam exatamente princesas, senti falta ae da Mulan e da Pocahontas. A Mulan é uma guerreira e faz sentido ela não estar na lista, mas a Pocahontas é filha do chefe da tribo, então ela não poderia ser considerada uma princesa???
E semana q vem farei um post parecido com o seu, só que com robôs, pode ser? hahahaha
Mais uma vez, ótimo post! No seu lugar eu tb ficaria inspirado em postar sobre princesas =D
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